Volta a Portugal de Álvaro Domingues - Continente Modelo- MadeiraShopping
Inventário verificado: Mai 23, 2026
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Descrição
Continente Modelo- MadeiraShopping Funchal Caminho Santa Quitéria
Dimensões: 16,0 x 24,0 x 1,7cm Autor: Álvaro Domingues Sobre o Autor: Álvaro Domingues é geógrafo, doutorado em Geografia Humana e Prof. Associado da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto nos cursos de Mestrado Integrado e Doutoramento, e investigador do CEAU-FAUP, Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo. É membro do Conselho Científico da FAUP. Entre outras obras é autor de: “Paisagem Portuguesa” (FFMS, Lisboa, 2022, com Duarte Belo), “Portugal Possível” (Museu da Paisagem, Lisboa, 2022, com Duarte Belo e Rui Lage), “Paisagens Transgénicas” (Museu da Paisagem, 2021), “Volta a Portugal” (Contraponto, Lisboa, 2017), “Território Casa Comum” (com N. Travasso, FAUP, Porto, 2015), “A Rua da Estrada” (Dafne, Porto, 2010), “Vida no Campo” (Dafne, Porto, 2012) e “Políticas Urbanas I” e “Políticas Urbanas II” (com N. Portas e J. Cabral, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2003 e 2011), “Cidade e Democracia” (Argumentum, Lisboa, 2006). É membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. Desenvolve uma atividade regular como conferencista e escreve no jornal “Público”. Sinopse: De bicicleta ou de Google Earth, dar voltas em Portugal constitui um modo de (re)conhecimento perfeito para preencher curiosidades ou estranhamentos acerca da exótica geografia da terra dos portugueses. Dizem-nos e demonstram-no de maneira variada que tal terra existe mesmo, que tem um certificado de nascimento, um corpo, uma alma, uma identidade. Não tem nem tem de ter. Muito se insistiu no Portugal dos marinheiros, dos fados ou da bola no jardim à beira mar plantado – um território, o nevoeiro dos antepassados, os mitos, o império, a língua, a saudade e a ruína, aquele que os deuses amam e visitam, o bom povo cosmopolita ou burro de trabalho repartido pelo mundo. Pode ser tudo isso e muito mais e mudar no dia a seguir ou perder-se no caminho; pode dar um execrável programa na televisão, um elaboradíssimo ensaio, um solene discurso patriótico ou uma frenética crepitação nas redes socias. Se existe, pode-se-lhe tirar o retrato, variar a pose e os humores do seu território, a sua casa comum. É um caleidoscópio dos cumes do Pico ou da Estrela até aos lodos da ria que é formosa. Não há como congelar tudo numa imagem e as palavras estão cheias de ecos. Não há um fio condutor, um roteiro. Vai-se pela terra fora. Convocam-se palavras de muitas vozes e tempos. Alguma lhe servirá melhor que outras.