O Naufrágio das Civilizações de Amin Maalouf - Continente Modelo- Estreito Câmara de Lobos
Inventário verificado: Mai 22, 2026
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Descrição
Continente Modelo- Estreito Câmara de Lobos Estreito de Câmara de Lobos, Freguesia 62 Caminho Ernesto Alves Pinto Correia
Dimensões: 15,7 x 23,7 x 1,5cm Autor: Amin Maalouf Sobre o Autor: Amin Maalouf, nascido no Líbano, é jornalista e romancista. Venceu o “Prix Maison de la Presse”, o Prémio “Goncourt”, o Prémio Príncipe das Astúrias, o Prémio Calouste Gulbenkian e foi agraciado pela Ordem Nacional do Mérito francesa com o grau de Grande-Oficial. É membro da Academia Francesa desde 2011 e seu secretário vitalício desde 2022. Foi chefe de redação, e mais tarde, editor do “Jeune Afrique”. Durante doze anos, foi repórter, tendo realizado missões em mais de sessenta países. A maior parte dos seus livros apresenta um cenário histórico e, à semelhança de Umberto Eco, Orhan Pamuk e Arturo Pérez-Reverte, Maalouf combina factos históricos fascinantes com fantasia e conceitos filosóficos. Numa entrevista, afirmou que o seu papel enquanto escritor consiste em criar “mitos positivos”. Escritas com a habilidade de um magnífico contador de histórias, as obras de Maalouf dão-nos uma visão apurada dos valores e comportamentos de diferentes culturas do Médio Oriente, de África e do mundo mediterrânico. Sinopse: Quando os espetaculares avanços tecnológicos dos nossos dias nos facilitaram o acesso ao conhecimento como nunca antes, quando vivemos mais e melhor, quando o “terceiro mundo” se desenvolve… Quando, pela primeira vez, se poderia conduzir a humanidade a uma era de liberdade e progresso, o mundo parece seguir na direção oposta, rumo à destruição de tudo o que foi alcançado. Como chegámos aqui? Há alguns anos, Amin Maalouf disse que as nossas civilizações estão esgotadas e forneceu os motivos: desconfiança em relação ao “Outro”, xenofobia, intolerância política e religiosa, populismo, individualismo e a insularidade do nacionalismo, racismo… Hoje em dia fala diretamente de “naufrágio iminente”. Não há desejo de um passado melhor nas suas palavras, ele está apenas preocupado com o futuro desta “era desconcertante”, o futuro das novas gerações, que possa desaparecer o que deu sentido à aventura humana. Tão-pouco se deixa levar pelo pessimismo ou prega o desânimo, apenas faz um apelo lúcido à responsabilidade coletiva, deixando a porta da esperança entreaberta para o mundo se reorientar, pois como escreveu: “Melhor enganar-se na esperança do que acertar no desespero”. A América, embora ainda seja a única superpotência, está a perder toda a credibilidade moral. A Europa, que ofereceu ao seu povo e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e mais reconfortante do nosso tempo, está a fragmentar-se. O mundo árabe-muçulmano atravessa uma profunda crise que mergulha o seu povo no desespero e tem repercussões calamitosas em todo o mundo. Grandes nações “emergentes” ou “renascentes”, como a China, a Índia ou a Rússia estão a surgir no cenário mundial num ambiente deletério, onde reina o cada um por si e a lei do mais forte. Uma nova corrida ao armamento parece inevitável. Sem mencionar as sérias ameaças (clima, meio ambiente, saúde) que estão a pesar no planeta e que só poderíamos enfrentar com uma solidariedade global que precisamente nos falta. Há mais de meio século que o autor observa o mundo e o percorre. Estava em Saigão no final da Guerra do Vietname, em Teerão durante o advento da República Islâmica. Neste livro poderoso e abrangente, faz de espectador engajado e pensador, misturando histórias e reflexões, às vezes contando grandes eventos de que foi uma das poucas testemunhas oculares, e depois elevando-se ao papel de historiador acima da sua própria experiência para nos explicar por que sucessivos desvios a humanidade passou para se encontrar assim no limiar do naufrágio.